Dia mundial da Paz
Dia mundial da Paz
O primeiro dia do ano é o Dia Mundial da Paz. O Papa Leão XIV iniciou o seu pontificado chamando o mundo para a paz. É um grande desafio pois a humanidade está a viver muitas situações de guerra extremamente violenta, desumana, com atrocidades contra a vida, os bens, a fraternidade mundial. Por isso é muito forte o tema deste dia: A paz esteja com todos vós. Rumo a uma paz desarmada e desarmante. E reforça: “esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Ela provém de Deus, o Deus que nos ama a todos incondicionalmente”.

Uma primeira actitude humana a ter em conta: “ver a luz e acreditar nela”, esta luz tem de vencer a escuridão. “A paz existe, deseja habitar-nos, tem o poder suave de iluminar e alargar a inteligência, resiste à violência e vence-a. A paz tem o sopro da eternidade: enquanto ao mal se ordena “basta!”, à paz se suplica “para sempre”. O Ressuscitado introduziu-nos neste horizonte”. Não há que ter medo, “abramo-nos à paz!”.
Mesmo quando dominados por um sentido de impotência, não ao uso da violência e das armas, sim a atitudes de desarmamento e desarmantes. A humanidade precisa centrar em Cristo e aprender com Ele: “A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta, dentro de precisas circunstâncias históricas, políticas e sociais. Os cristãos devem tornar-se, juntos, testemunhas proféticas desta novidade, conscientes das tragédias das quais muitas vezes foram cúmplices”.
Actualmente quere-se passar a ideia de que estamos constantemente sob ameaça e por isso as decisões dos países de se defenderem e buscarem a segurança no armamento. O recurso ao armamento gera uma “espiral de destruição”, usando-se as armas para as maiores atrocidades e crimes. “Para que tal nunca venha a suceder, os Bispos de todo o mundo, reunidos, imploram a todos, sobretudo aos governantes e chefes militares, que ponderem sem cessar a sua tão grande responsabilidade perante Deus e a humanidade». Precisa-se de “unir esforços para contribuir mutuamente para uma paz desarmante, uma paz que nasce da abertura e da humildade evangélica”.
A bondade é desarmante
“A bondade é desarmante”. Por sua vez, «a fragilidade humana tem o poder de tornar-nos mais lúcidos em relação ao que dura e ao que passa, ao que faz viver e ao que mata. Talvez por isso tendamos tão frequentemente a negar os limites e a fugir das pessoas frágeis e feridas: elas têm o poder de questionar a direção que escolhemos, como indivíduos e como comunidade», citando o Papa Francisco.
A Igreja está envolvida na construção da paz. Para acontecer um desarmamento integral é fundamental a “renovação do coração e da inteligência”. Tudo tem de começar no interior do homem. Mas também há que reconhecer que “a justiça e a dignidade humana estão, mais do que nunca, expostas aos desequilíbrios de poder entre os mais fortes”. “Infelizmente, faz parte do panorama contemporâneo, cada vez mais, arrastar as palavras da fé para o embate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada. Os fiéis devem refutar ativamente, antes de tudo com a sua vida, estas formas de blasfémia que obscurecem o Santo Nome de Deus… Em todo o mundo, é desejável que «cada comunidade se torne uma “casa de paz”, onde se aprende a neutralizar a hostilidade através do diálogo, onde se pratica a justiça e se conserva o perdão». Uma outra estratégia tem a ver com “o desenvolvimento de sociedades civis conscientes, de formas de associativismo responsável, de experiências de participação não violenta, de práticas de justiça restaurativa em pequena e grande escala”.
Deixemos que estas palavras do Papa Leão XIV nos inspirem a sermos construtores da paz e da concórdia, seguindo a Cristo que é o Príncipe da Paz.
Adaptado de:
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