Dia da fundação da Congregação
Dia da fundação da Congregação
15 de Agosto de 1815
Neste dia S. Gaspar del Búfalo fundou a Sociedade de Vida Apostólica dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, em S. Felice de Umbria (Giano, Itália). Não teve a intenção de fundar uma congregação com votos, mas uma Sociedade onde os sacerdotes que participassem na missão se amavam, se reuniam numa casa para descansar, orar e partilhar experiências apostólicas.

O que os levava a viver assim? Quais eram os fundamentos da sua espiritualidade do Sangue?
- A ALIANÇA
Deus faz com o seu povo uma aliança de amor e amizade que exige fidelidade entre ambas as partes.
Por isso a espiritualidade do Sangue de Cristo, ontem e hoje, pede-nos que sejamos fiéis ao AMOR, acompanhando os que estão sós, os mais idosos, os marginalizados, e os que estão descartados pela sociedade porque não produzem.
- A CRUZ
Cristo derramou o seu Sangue = Vida na cruz, por isso a cruz não é o símbolo do sofrimento, mas sim da Vida.
A espiritualidade do Preciosíssimo Sangue de Cristo, ontem e hoje, pede-nos que tomemos nas nossas mãos os que sofrem para os ajudar a transformar os seus sofrimentos em alegria e vida, e assim não se sintam derrotados pela dor.
- O Cálice
O Sangue de Cristo oferece-se por todos no sacrifício do altar e pede-nos: “fazei isto em memória de mim”.
A espiritualidade do Preciosíssimo Sangue, ontem e hoje, pede-nos que trabalhemos pela paz, fraternidade, solidariedade, tolerância, e que colaboremos para eliminar desta terra tudo o que traz sofrimento à humanidade.
Por isso, quando celebramos a Eucaristia, no cálice do Senhor, com o seu Sangue, misturam-se os nossos êxitos e fracassos, as nossas alegrias e as nossas penas, os nossos pecados e as nossas virtudes.
Em suma, a espiritualidade do Sangue de Cristo pede-nos que colaboremos numa cultura da vida, marcada pelos valores do Sangue de Cristo: a entrega total, ser justos, pacíficos e pacificadores, ser pessoas de escuta, de paz, de fraternidade, de solidariedade e de amor sem limites.
Só assim desterraremos do nosso mundo a cultura da morte: o egoísmo, a violência, o desprezo, a marginalização, a indiferença, e entregar-nos-emos aqueles que mais nos necessitem.
(Pe Paulino, CPPS)
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