Ide vós também…

28º Dia Missionário

Dirijo um especial e premente apelo a todos os baptizados para que, com humilde coragem, respondendo ao chamamento do Senhor e às necessidades dos homens e mulheres da nossa época, se façam arautos do Evangelho… Em nome da Igreja agradeço-lhes e encorajo-os a perseverar na sua generosidade. Deus recompensá-los-á de maneira abundante.

Todos são chamados a colaborar, partindo da própria situação de vida. Neste tempo de graça e de misericórdia, sinto de modo especial que é preciso empenhar todas as forças eclesiais em prol da nova evangelização e para a missão “ad gentes“. Nenhum crente, nenhuma instituição da Igreja pode subtrair-se ao supremo dever de anunciar Cristo a todos os povos. Ninguém pode sentir-se dispensado de oferecer a sua colaboração ao desenvolvimento da missão de Cristo, que continua na Igreja. Antes, o convite de Jesus é mais actual do que nunca: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20, 7).

Neste esforço, o cristão não está sozinho. É verdade que não há proporção entre as forças humanas e a grandeza da missão. A experiência mais comum e mais autêntica é não se sentir digno dessa tarefa. Mas é também verdade que “a nossa capacidade vem de Deus. É Ele que nos tornou capazes de ser ministros de uma nova aliança” (2 Cor 3, 5b-6a). O Senhor não abandona aquele a quem chama para o seu serviço. “Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, ensinai todas as nações… Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” (Mt 28, 18-20). A presença contínua do Senhor na sua Igreja, especialmente na Palavra e nos Sacramentos, é garantia para a eficácia da sua missão. Ela realiza-se hoje através de homens e mulheres que experimentaram a salvação na própria fragilidade e debilidade e a testemunham aos irmãos, na consciência de que todos nós somos chamados à mesma plenitude de vida.

Quem conheceu a alegria do encontro com Cristo não a pode conservar fechada dentro de si, deve irradiá-la… Além disso, devemos estar profundamente persuadidos do facto de que a evangelização constitui também um excelente serviço prestado à humanidade, uma vez que a dispõe a realizar o projecto de Deus, que deseja unir a Si todos os homens, fazendo deles um povo de irmãos libertados das injustiças e animados por sentimentos de autêntica solidariedade.

(S. João Paulo II, mensagem do ano 2000)

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