S. Francisco Xavier: o Evangelho em várias línguas
S. Francisco Xavier: o Evangelho em várias línguas
Princípio de um missionário
Nasceu em 1506 na província de Navarra (Espanha). Conheceu na universidade de Sorbone de Paris a Santo Inácio de Loyola. Ordenado sacerdote em 1537 na cidade Italiana de Veneza, iniciou o ministério em Roma. A pedido do rei de Portugal foi enviado para a India como missionário, estando algumas partes daquele território sobre domínio português. Levava como bagagem o crucifixo missionário, o breviário, a bíblia e algumas coisas pessoais.
De Lisboa para Goa de barco… Japão e China
A viagem de barco de Lisboa a Goa, demorou uns treze meses, tornando-se cansativa por causa da escassez de comida, do calor intenso e das tempestades.
Quando chegou a Goa, em maio de 1542, Xavier escolheu como casa o hospital da cidade e como cama dormir ao lado do paciente mais grave. Desde então, o seu ministério foi dedicar-se precisamente à assistência dos últimos e excluídos da sociedade: os doentes, os prisioneiros, os escravos, os menores abandonados.
Na cidade de Goa (Índia) começou a dedicar-se aos doentes, aos pobres e às crianças, a quem chamavam o “Grande Padre”. Para as crianças criou um novo método de ensino do Catecismo: ia busca-las à rua tocando um sininho; depois, ao reuni-las na igreja, traduziu os princípios da Doutrina católica em versos que cantava com as crianças, facilitando-lhes a aprendizagem. Durante dois anos dedicou-se à evangelização dos pescadores de pérolas, residentes no sul das Índias, que falavam só o Tâmil. No entanto, Francisco conseguiu transmitir-lhes os princípios da fé católica, chegando a batizar 10.000 em apenas um mês. “A multidão de convertidos era tamanha – escreveu – que por vezes os meus braços doíam-me de tanto batizar e até perdia a voz e a força para repetir o Credo e os Mandamentos na língua deles”. Enfrentou várias situações de perigo, convencido de que a confiança em Deus é um bom atídoto. Ao encontrar-se com um fugitivo japonês chamado Hanjiro, ansioso de converter-se ao cristianismo, este suscitou em Xavier o desejo de ir também até ao Japão. Alcançou mesmo este país, e apesar de não conhecer a língua e os costumes, converteu um grande número de pessoas, a quem chamava “delícia da minha alma”. Tinha como grande sonho evangelizar a China mas não o conseguiu concretizar pois morreu em 1552 na ilha de Sancian, enquanto esperava autorização para embarcar. Foi canonizado pelo Papa Gregório XV em 1622.

S. Gaspar del Búfalo, ainda criança criança com poucos meses, foi curado milagrosamente de uma doença nos olhos que lhe provocaria uma possível cegueira por intercessão de S. Francisco Xavier: a sua mãe obteve esta graça ao rezar diante da relíquia de S. Francisco Xavier que se encontra na Igreja de Jesu em Roma. Por este motivo Gaspar alimentou desde muito cedo a devoção ao grande missionário, deixando-se inspirar pelo seu espírito missionários, escolhendo-o como modelo de vida e como padroeiro da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue.
Também Maria de Matias elegeu o “glorioso S. Francisco Xavier como protetor do Instituto”, como ela mesma escreveu na Regra de 1838 e de 1857. As Adoradoras do Sangue de Cristo nutrem uma filial devoção por ele, invocando-o como padroeiro. (P. Luís Filipe)
últimos artigos
Advento 2º Domingo
Nos doentes habita Jesus
São Francisco Xavier
Advento… a caminho do Natal
S. Francisco Xavier: o Evangelho em várias línguas
Quer ajudar?
Contacte-nos, deixe sugestões, comentários, ajuda.. o que entender, estamos aqui..
