Vida em plenitude

O povo do Antigo Testamento estava em contato com outras civilizações, por isso as suas crenças e perpectivas estão influenciadas por essas culturas. Daí vem a importância que davam ao sangue, que consideravam como portador da vida:

– O sangue significa a vida

Esse conceito aparece pela primeira vez na Bíblia no episódio de Caim e Abel, clamando por vingança pela morte Abel. O sangue significa a vida e, por isso, só deve ser oferecido a Deus, que é o único Senhor da vida; beber o sangue significa assumir o papel de Deus, que é quem dá a vida, por isso a proibição de beber sangue.

Este significado é levado ao extremo, de modo que, se um animal mata uma pessoa, o animal deve ser castigado por ter derramado sangue alheio, e não se pode comer porque está contaminado, pois colocou-se no lugar de Deus.

Os membros de uma tribo têm o mesmo sangue nas veias e se o sangue de algum de seus membros foi derramado, o parente mais próximo deve encarregar-se da punição e de se vingar, pagando com a mesma moeda, pois o derramamento foi uma ofensa a todo o grupo.

– Sangue e sacrifício no Antigo Testamento

Os sacrifícios antigos eram incruentos, sem derramamento de sangue. Por isso ofereciam a Deus frutas, vegetais, etc.

Mas havia sacrifícios onde havia uma vítima, um animal, e por esses sacrifícios Deus abençoava o povo:

· Quem oferecia o sacrifício colocava as mãos na cabeça do animal para indicar que a oferta era dele e então degolava o animal.

· O sacerdote degolava o animal apenas no dia da Expiação, trazia o sangue para a presença do Senhor e  derramava-o sobre o altar ou santuário.

· Uma parte da carne é queimada no altar, indicando que foi oferecida a Deus, e a que não se queima é usada para uma refeição sagrada.

· Quem matou o animal teve que fazê-lo longe do altar e enquanto sangrava não podia ser entregue ao sacerdote.

· Quem oferece o sacrifício coloca as mãos sobre o animal e o sacerdote derrama o sangue sobre o altar, indicando que quem ofereceu o sacrifício entrou em contato com Deus.

– O sangue do Cordeiro Pascal

Na noite da Páscoa, foi aspergido o lintel da porta com o sangue do Cordeiro Pascal, indicando que o sangue protegia da praga do extermínio Egípcio, livrava do mal, e que as pessoas que estão dentro da casa a celebrar a Páscoa pertencem a Deus.

Compromissos para a vida:

  1. Não devemos tirar a vida de ninguém, pois esta pertence a Deus, com as nossas críticas, murmúrios, violência de qualquer tipo, ou com falso testemunho.
  2.  Se o Cordeiro Pascal ofereceu seu Sangue (sua Vida) por todos, devemos dar tudo pelos outros: o nosso tempo, a nossa escuta, a nossa solidariedade e aceitação, e até nosso próprio sangue, para que assim possam viver felizes.
  3.  Todas as vezes que entramos em comunhão com o Corpo e Sangue de Jesus, não deve ser para cumprir um mandato ou rotina, mas sim para aceitar o estilo de vida de Jesus, para procurar viver como Ele viveu, e comprometermo-nos as libertar do mal as pessoas que estão afastadas de Deus, para que assim voltem de novo para Ele.

   (Pe. Paulino,CPPS)

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